segunda-feira, 4 de junho de 2007

Desmatamentos

Indústria da soja promete não financiar produtores que causem novos desmatamentos na Amazônia - 01/06/2007

Local: São Paulo - SP
Fonte: Greenpeace Brasil
Link: http://www.greenpeace.org.br


A indústria da soja no Brasil pretende incluir em sua política empresarial para a próxima safra a decisão de não financiar produtores que tenham promovido novos desmatamentos na Amazônia

A intenção foi anunciada no dia 30 de maio por representantes das traders de soja, durante reunião da coordenação do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), realizado em Brasília. O GTS, que reúne a Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais), a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), representantes de empresas comercializadoras de soja, ONGs e movimentos sociais, foi criado a partir da campanha do Greenpeace e entidades do setor social contra a expansão da soja na Amazônia.

As traders começam em breve a negociar os contratos de pré-financiamento da safra 2007-2008 com os produtores rurais da Amazônia e pretendem informar os fazendeiros durante o processo de negociação. “Essa intenção representa um passo importante do setor de comercialização da soja para consolidar a moratória anunciada pelas empresas em julho de 2006”, disse o diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, observando que “as traders e suas entidades de representação já haviam anunciado a inclusão, nos contratos de compra de soja, da exigência de banimento do trabalho escravo ou desumano”. Segundo Adário, que avalia como muito positivos os passos dados até agora por empresas e ONGs envolvidas no GTS – que incluem a definição de um sistema da mapeamento e monitoramento do desmatamento para o agronegócio da soja –, o desafio que ainda precisa ser vencido é a inexistência de um cadastro geo-referenciado em mapas das propriedades rurais da Amazônia.

No dia anterior, técnicos de agências do governo federal se reuniram com o subgrupo técnico de mapeamento e monitoramento do GTS para analisar as áreas de cooperação do governo com os grupos envolvidos na implementação da moratória da soja. A participação do governo na moratória da soja foi assegurada durante reunião realizada na Casa Civil da Presidência de República, no último dia 16 de maio. Estiveram na reunião o subgrupo de articulação institucional do GTS (composto por Abiove e Greenpeace) e representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de integrantes da Casa Civil liderados pelo sub-chefe adjunto, Johaness Eck.

Naquela reunião, os órgãos do governo federal se comprometeram a apresentar em agosto o mapa do bioma Amazônia em escala 1:250 mil nas áreas prioritárias onde há plantio de soja. O mapa existente está na escala 1:5 milhões, que não permite análise adequada de desmatamentos em propriedades rurais. O Inpe, por sua vez, anunciou que vai disponibilizar os dados de satélite do desmatamento no período de entrada em vigor da moratória.

Para Adário, a integração prática do governo federal ao processo da moratória é um passo muito importante para o real ordenamento do uso do solo na fronteira da devastação e inibir a conversão de florestas em lavoura para soja e outros grãos.

Início Das Obras da Hidrelétrica de Estreito

Justiça autoriza início das obras da Hidrelétrica de Estreito - 01/06/2007

Local: Brasília - DF
Fonte: Radiobrás
Link: http://www.radiobras.gov.br


Juliana Andrade

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu na Justiça autorização para o início das obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, no Rio Tocantins, na divisa dos estados de Tocantins e Maranhão.

A decisão foi tomada nesta semana pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que suspendeu liminar da Justiça Federal de Imperatriz (MA) determinando a paralisação das obras de construção da usina, incluída no Programa de Aceleração do crescimento (PAC).

Entre outros fatores, o TRF considerou a importância da construção da usina para evitar nova crise no setor elétrico, informou a a assessoria de imprensa da AGU.

O tribunal também concordou com o argumento de que a necessidade de energia elétrica poderia levar o governo a substituir as hidrelétricas pelas termoelétricas, o que poderia trazer prejuízos ambientais e econômicos.

A liminar derrubada pelo TRF havia sido concedida em abril pela Justiça Federal de Imperatriz ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e à Associação de Desenvolvimento e Preservação dos Rios Araguaia e Tocantins (Adprato).

As duas organizações alegaram que o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto sobre o meio ambiente (Rima) não levaram em conta as comunidades indígenas que podem ser afetadas com a hidrelétrica.

Para o TRF a continuidade das obras não acarreta risco de dano irreparável às comunidades indígenas, informou a AGU. O tribunal também considerou que medidas para minimizar esse possível impacto estão previstas no procedimento de licenciamento ambiental.

Segundo a assessoria da AGU, a decisão do TRF deve ser publicada na próxima segunda-feira (4) no Diário da Justiça.

A Construção da hidrelétrica de Belo Monte - 01/06/2007

Encontro de Povos Indígenas do Xingu vai debater projeto de hidrelétrica de Belo Monte - 01/06/2007

Local: Brasília - DF
Fonte: Radiobrás
Link: http://www.radiobras.gov.br


O Encontro dos Povos Indígenas do Xingu vai reunir cerca de 100 indígenas e pesquisadores, de hoje (1º) a domingo (3), em Altamira, no Pará. O objetivo do encontro é aumentar a articulação entre os povos indígenas atingidos pelo projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, integrar as forças sociais para proposições alternativas ao projeto e traçar estratégias de ação.

Segundo os organizadores do evento, as palestras e debates da programação vão esclarecer sobre a obra e sobre a legislação relativa a projetos desenvolvidos em terras indígenas. O seminário trará também apresentação de experiências de outras barragens - entre elas a de Tucuruí e Balbina – e seu impacto sobre as populações.

O seminário é organizado pelo Conselho Indigenista Missionário(Cimi), Prelazia do Xingu e pelo Movimento pelo Desenvolvimento da Transamazônica (Mdtx).

Estarão presentes indígenas dos povos Xipáia, Juruna, Kayapó, Arara, Curuáia, Asurini e Xikrim, do Pará, e povos de outros estados, entre eles os Krikati (MA), Apinajé (TO) e povos de Rondônia, que serão atingidos pelas Usinas hidrelétricas planejadas para o rio Madeira.

Também participarão pesquisadores da Universidade Federal do Pará, do Instituto Internacional de Educação do Brasil, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, do Ministério Publico Federal no Pará, entre outros.


Querem Criar o Estado Do Tapajós

Criação do Estado do Tapajós será desentrave à economia - 01/06/2007

Local: Belém - PA
Fonte: Diário do Pará
Link: http://www.diariodopara.com.br/


O economista José de Lima Pereira disse que a ausência do poder público em áreas isoladas como o Oeste do Pará, trava o desenvolvimento econômico da região. Estados gigantescos, como Pará e Amazonas, são inviáveis do ponto de vista econômico e administrativo. Para ele, a criação de uma nova Unidade Federativa no Oeste do Pará, mais do que um projeto político, é um projeto de desenvolvimento econômico e social no Norte do Brasil e, a criação do Estado do Tapajós servirá para solidificar a vigilância e a soberania sobre as riquezas, proporcionando o desenvolvimento harmonioso do país; isto se for levada em consideração a distância que separa o Oeste do Pará da capital (Belém) e o futuro do novo Estado - na prática, já se constitui uma unidade com vida própria.

De acordo com José de Lima, a região Oeste possui 722.358,0 Km² e 1,3 milhões de habitantes (IBGE 2007), 25 municípios com densidade demográfica de 1,81 hab/Km², correspondendo a 58% da área do Estado e cerca de 16% da população do Pará. Em relação à Amazônia, o futuro Estado corresponde a aproximadamente 19% da área total e a nível de Brasil será o 3º maior Estado em extensão territorial. Os 25 municípios correspondem a uma população de 1.304, 803 ( um milhão trezentos e quatro mil e oitocentos e três habitantes), nascendo como o 5º estado mais populoso da Região Norte, com um Produto Interno Bruto(PIB) de R$ 5.173 (cinco milhões cento e setenta e três mil reais) -IBGE 2006, equivalente a 13,14% do PIB do Pará e, ficando a frente de estados como Tocantins, Amapá, Acre e Roraima.

“O Estado do Tapajós já surge com infra-estrutura considerável como 15 aeroportos e um porto de exportação em posição privilegiada - por ter posição estratégica, facilita o escoamento de grãos do Centro Oeste do País -, além de possuir 1/3 das áreas de várzea cultiváveis com um grande potencial de produção em cidades como Santarém, Monte Alegre, Alenquer, Itaituba e Belterra e com reservas minerais estimadas em torno de US$ 257 milhões/ano, que correspondem a 13% da produção total do Pará (CEAMA 2007), além de ter um grande potencial turístico em municípios localizados no Pólo Tapajós”, afirmou.

Segurança - Segundo o economista, a força política da região crescerá muito em Brasília e os municípios poderão ter representantes mais próximos, porque o Tapajós passará a contar com 1 Governador, 3 Senadores, 8 Deputados Federais, além de uma bancada Estadual de representantes dos diversos municípios da região, totalizando 28 deputados e com o centro das decisões ficando mais próximo dos municípios, as fronteiras brasileiras poderão ser melhor guarnecidas.

“Na geração de emprego e renda poderão ser criados mais de 84.600 novos postos de trabalho, sendo distribuídos da seguinte forma: Implantação do Estado, 55.678, com salário base de R$ 1.056,40, gerando uma renda anual de R$ 705.818. 870,40: serão gerados pela União cerca de 12 mil empregos, com salário base de R$ 1.567,67 e renda anual R$ 225.744.480,00; além dos empregos gerados pelos municípios que ficarão em torno de 29.350, com salário base de R$ 587,40 e renda anual de R$ 206.882. 280,00. O custo da construção de órgãos públicos, se a capital for implantada em Santarém com o Palácio Tapajós, Assembléia Legislativa, Tribunal de Contas do Tapajós, Secretarias de Governo, Tribunal de Justiça do Tapajós, Máquinas e Equipamentos e prédios auxiliares, além de outros equipamentos, ficaria em torno de R$ 954.758. 785,60, mas se for em outra cidade, fica em torno de R$ 4,5 bilhões de reais” disse.

Trilhos na mata - 01/06/2007







Trilhos na mata - 01/06/2007

Local: Rio de Janeiro - RJ
Fonte: O Eco
Link: http://www.oeco.org.br


Manoel Francisco Brito

Eduardo Braga, governador do Amazonas, teve uma reunião importante no último sábado em Manaus com políticos, professores do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), empresários locais e representantes de algumas Ongs. O encontro, oficialmente, destinava-se a explicar à platéia pontos da nova lei estadual contra o aquecimento global. De certo modo, foi um pouco mais do que isso. Passado o período das explicações, Braga e o empresariado discorreram sobre a necessidade de se fomentar pesquisas e estudos sobre a região para subsidiar decisões políticas e de investimentos. “Eu estou na Amazônia há 30 anos e foi a primeira vez que eu ouvi autoridades dizendo isso. É uma mudança radical de paradigma” , conta o biólogo Adalberto Val, diretor do Inpa.

A demanda por mais informação não foi a única surpresa da reunião. Braga aproveitou também para jogar no ar um balão de ensaio. Cauteloso, usando o gerúndio como escudo, disse que seu governo estava estudando a possibilidade de aposentar a proposta federal de recuperar e asfaltar a BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, e por no seu lugar uma ferrovia. Apesar de a idéia não ser necessariamente nova, o fato de ela ter saído da boca de um chefe de executivo da região é quase uma revolução. Afinal de contas, sempre que os governadores de estados da Amazônia e presidentes da república, do general Emílio Garrastazu Médici a Lula, encamparam a necessidade de ligá-la por via terrestre ao resto do país, as únicas opções apresentadas sempre foram as rodovias.

“É um conceito novo”, diz Val. “E pelo menos o debate é muito bem vindo”. Principalmente levando-se em conta o estrago que rodovias fizeram na floresta amazônica ao longo dos últimos 40 anos. A abertura de estradas na região iniciada durante o regime militar deu margem a um processo de ocupação desordenado e violento, responsável direto pelo aumento do desmatamento. Sem qualquer controle governamental, levas de imigrantes penetraram mata adentro, colonizando beiras de rodovias ou utilizando o seu leito como ponto de partida para a abertura de estradas clandestinas, que só serviram para agravar os impactos ambientais e o caos da ocupação.

“A ocupação a partir das estradas foi devastadora”, diz Marcelo Marquesini, do Greenpeace. “Pelo menos na teoria, ferrovias permitem um controle maior da penetração”. Val concorda. “Rodovias provocam uma maior capilarização da presença humana. Elas facilitam voce encostar um caminhão cheio de gente com motosserras em qualquer lugar ao longo do seu traçado para desmatá-lo e colonizá-lo”. Nas estradas de ferro, que conectam diretamente uma estação à outra, esse tipo de penetração torna-se mais complicado. Além disso, elas tem uma escala mais baixa de impacto do ponto e vista da poluição.

Desafio para estudo

“Na medida em que voce utiliza eletricidade ou bio-combustíveis para as locomotivas, ao contrário das estradas, onde a locomoção acontece a base de combustíveis fósseis, a emissão de gases pode ser sensivelmente reduzida”. Virgílio Viana, secretário de Desenvolvimento Sustentável do governo do Amazonas, conta que um cálculo preliminar indica que por uma ferrovia no traçado da BR-319 evitaria, num espaço de 4 décadas, a emissão de 3 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera, considerando-se o tráfego esperado para esse período se a estrada, como diz querer o governo federal, fosse recuperada e aberta ao tráfego de carros e caminhões.

Val, um paulista que cresceu à beira de uma estrada de ferro, lembra que todas essas vantagens em relação ao uso de ferrovias na Amazônia ainda precisam de avaliações científicas para serem confirmadas. Mas acha pelo menos importante que o assunto venha à tona. “Serve como um desafio para estudarmos alternativas de infraestrutura aos modelos de desenvolvimento que vem sendo propostos para a região”, diz. O cuidado com que Braga vem tocando no assunto da ferrovia em público não é o mesmo que ele vem utilizando quando fala de trilhos nos gabinetes oficiais. Há duas semanas, num encontro com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na sede do banco no Rio de Janeiro, afirmou que seu governo iria defender a colocação de trilhos, e não de asfalto, no leito da rodovia.

Chegou a ouvir de Coutinho o que lhe soou como um sinal verde à idéia. O presidente do BNDES retrucou que seria possível que a instituição até financiasse a construção de uma ferrovia no local. Braga deu recado igual para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na quarta-feira da semana passada. Mas dela não ouviu nada. Sentiu apenas um certo constrangimento, coisa que não chega a ser surpreendente. Marina faz parte de governo de viés desenvolvimentista, que incluiu como meta do PAC a recuperação e o asfaltamento da BR-319. Além do mais, Braga estava na sua frente encampando uma idéia que a rigor, levando-se em conta o passado das estradas na Amazônia, deveria ter sido abraçada por ela. Nem que fosse para estabelecer o debate.

Contra-mão

Do ponto de vista prático, asfaltar a BR-319 voltou a ser uma espécie de sonho distante do governo federal e de alguns políticos do Amazonas, como o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Para ambos, a BR-319 tem sido mais um objeto de marketing eleitoral do que de ações reais de governo, o que no fundo é uma ótima notícia para a saúde da floresta que cresce nas suas bordas. No ano passado, ela passou por toda a coreografia que tem acompanhado as promessas de grandes obras de infra-estrutura feita por Lula na Amazônia. Primeiro, foi qualificada como fundamental para o desenvolvimento da região.

Em janeiro de 2006, o governo federal colocou 15, 4 milhões de hectares de terras ao longo da estrada sob o regime de Área de Limitação Administrativa Provisória (ALAP), impedindo que por um prazo de sete meses ali se desenvolvesse qualquer atividade econômica. A medida, garantia a burocracia federal em Brasília, destinava-se a evitar a ocupação desordenada que em geral acontece quando se anuncia que vem asfalto para uma estrada na Amazônia. Prometeu-se criar 9 unidades de conservação na zona sob influência da estrada. Três delas seriam áreas de preservação permanente.

Um pouco antes das eleições, pavimentou-se um trechinho inicial da estrada próximo a Manaus e a coisa, até agora, ficou nisso. O prazo para a manutenção da ALAP expirou, nenhuma unidade de conservação foi criada e a obra tão cedo não deve ter verba federal alocada. Essa situação, no entanto, só torna a bola da ferrrovia levantada por Braga mais oportuna ainda para ser examinada. Seria muito pior entrar nesse debate se a BR-319 já estivesse em franca recuperação e o Brasil, mais uma vez, seguindo pela contramão na ocupação da Amazônia.

Notícia: Indígenas Enawenw Nawe ocupam ponte sobre Rio Juruena (MT)





Indígenas Enawenw Nawe ocupam ponte sobre Rio Juruena (MT) - 01/06/2007

Local: Cuiabá - MT
Fonte: OPAN - Operação Amazônia Nativa
Link: www.opan.org.br


Desde a madrugada de 31 de maio, os índios Enawene Nawe ocupam a ponte sobre o Rio Juruena, na estrada entre Brasnorte e Juína, noroeste do Mato Grosso. Reivindicam a retomada da regularização fundiária, querem maiores e melhores esclarecimentos sobre os impactos de empreendimentos no entorno da terra indígena, protestam contra a falta de importância por parte da presidência da FUNAI com esses problemas e também contra a Portaria que retira a autonomia orçamentária ao Núcleo de Apoio Local (NAL) da FUNAI.

Os Enawene Nawe renovam a demanda de muitos anos pela criação de um grupo de trabalho da FUNAI, para periciar a região da micro-bacia do rio Preto e confirmar ou refutar sua caracterização como Terra Indígena, que ficou fora da demarcação. Essa reivindicação já está colocada ha pelo menos dez anos à FUNAI e nenhuma ação efetiva foi tomada. Há pelo menos um mês eles enviaram uma carta à presidência da FUNAI versando sobre essa pendência fundiária e nenhuma resposta foi dada.

Eles também estão insatisfeitos com a falta de esclarecimentos a respeito do processo de licenciamento ambiental do complexo de hidroelétricas previsto para implantação no alto rio Juruena. O relatório de impactos sócio-ambientais, realizado pela própria empreendedora, prevê impactos certos, negativos e permanentes em 11 terras indígenas na bacia hidrográfica do Juruena. No entanto, propõe medidas mitigadoras e compensatórias pífias e pressiona os indígenas a declararem aceitação do empreendimento. Esse processo está em trâmite na SEMA-MT, no entanto, uma instrução normativa da própria FUNAI dispõe que se tratando de empreendimentos que impactam terras indígenas a agência ambiental a apreciar e liberar ou impedir a construção será o IBAMA. Porém, até agora não se tem notícias sobre isso e os Enawene Nawe já expressaram reivindicação de presença do IBAMA para dar maior visibilidade ao processo.

Os Enawene Nawe serão o povo mais afetado pelas hidroelétricas, por se alimentarem somente de peixe. Essa é sua principal fonte de proteína animal e o peixe também é fundamental para os seus rituais mais importantes. A construção das barragens no rio Juruena terá um impacto significativo na população de peixes, o que atingirá os índios diretamente.

Os povos indígenas da região anseiam que o NAL-FUNAI-Juína seja promovido à categoria de Administração Regional, o que se justificaria pelo grande número de aldeias na região. Com essa mudança esperam obter maior agilidade no atendimento de suas demandas. No entanto, a Portaria 265, de 12/04/2007 enfraqueceu os NAL. Nesse contexto o Núcleo de Juína, que atende os povos Enawene Nawe, Cinta Larga, Rikbatsa, Nambikwara, Araras e Cayabi, está sem orçamento próprio e depende financeiramente da Administração Regional da Funai de Cuiabá.

Para os próximos dias há possibilidade de outros grupos indígenas irem para o ponto de ocupação e somarem-se aos Enawene Nawe, já que pautas de reivindicações indígenas da região são bastante semelhantes: problemas fundiários, impactos ambientais de grandes empreendimentos nos setores hidrelétrico e de mineração, entre outros.

O Maior Patrimônio Do Mundo





A Amazônia é o maior patrimônio que temos, é mais importante do que a torre eiffel e as pirâmides do Egito, os franceses veneram tanto a torre eiffel e o brasileiro não está nem aí para o maior patrimônio que temos, você imaginou o que pode ser gerado em termos de um turismo saldável e ecológico. Basta sabermos implantar este modelo dentro de uma democracia plena e em que todos os brasileiros possam obter lucros, preservando as florestas e acabando com o desmatamento.